sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mr. Monteiro is unwell

Segundo o 24 horas de ontem, o tio de José Sócrates sofre de uma doença neurológica. O irmão afirma mesmo que "ele não se lembra das coisas", tem "perdas sucessivas de memória", "depende da sua secretária pessoal" e "é incapaz de fazer um plano das suas coisas mais simples no quotidiano". Que inconveniência tão conveniente.

sábado, 24 de janeiro de 2009

E SE O VISADO ESCLARECESSE TUDO?

«O caso é tão simples de explicar como a minha licenciatura...»

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

CONTRA AS NUVENS DE FUMO:

José Sócrates e Augusto Santos Silva (este na SIC) justificam as recentes notícias com o facto de ser ano de eleições. A coisa poderia fazer algum sentido se as notícias tivessem tido origem num boato ou rumor, na comunicação social, num blog, num partido da oposição ou na oposição do partido. Mas não foi assim. A investigação efectuada deveu-se apenas ao facto de os ingleses terem dito ao Ministério Público para pousar a viola, parar de assobiar para o lado e pôr-se a investigar. Deste modo, quando o Primeiro e o Ministro da Propaganda vêm relacionar os factos com as eleições, a acusação gravíssima que estão a fazer é ao Ministério Público. Exige-se, portanto, que o Senhor Procurador-Geral da Republica reaja.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mensagem para o Provedor do Público

Quero partilhar convosco o que enviei ao Senhor Provedor do Público.


Exmo. Senhor Provedor, Dr. Joaquim Vieira,
Maço-o a propósito da edição de hoje do Público, onde o Senhor exerce, e com reconhecido mérito, as funções de Provedor.
Com parangonas de primeira página, dá conta o Jornal de que há uma "Polémica" e que há católicas que são felizes sendo casadas com muçulmanos. Isto a propósito, já se vê, das recentes declarações de Sua Eminência, o Cardeal Patriarca de Lisboa.
É evidente que a frase escolhida para encimar a fotografia que se publica nada tem que ver com as declarações do Senhor Patriarca. Houve quem assinalasse a impertinência das palavras do Senhor Dom José, o que se aceita. Porém, não será já aceitável que delas se extraiam conclusões que nelas não têm qualquer arrimo. Não tenho ideia de ter o Senhor Cardeal dito que quem casasse com muçulmanos seria infeliz para toda a vida. Não terá sido isso que foi dito.
Contudo, mais estranheza ainda resulta do relato de vida das pretensas católicas casadas com muçulmanos, na pág. 3, em baixo. Bem lidas as coisas, a primeira nem sequer é casada e reconhece não praticar qualquer religião. Os restantes 3 exemplos referem-se a pessoas que se converteram ao Islão o que, a menos que esteja eu a ser precipitado, impede de as considerarmos católicas.
Dito isto, reafirmo: há seguramente católicas casadas com muçulmanos que são muito felizes. Há com toda a certeza. Não são é as que são referidas no Jornal. E há certamente muitas católicas que, estando casadas com católicos, são infelicíssimas. Apesar de tudo, uma e outra conclusão nada têm que ver com as declarações do Senhor Dom José e, infelizmente, em assunto tão delicado, melhor fora que um jornal com a credibilidade como aquele de que é Provedor não cedesse aos soundbytes do momento e não contribuísse, para mais sem qualquer razão, para o acicatar de sentimentos de intolerância.
Certo de que este meu desabafo encontrará junto do Senhor Provedor o eco que merece, apresento os meus melhores cumprimentos
Nuno Pombo

ceci n'est pas une pipe

O Público de hoje dá destaque à “polémica” causada pelas palavras do Cardeal Patriarca sobre o casamento de católicas com muçulmanos.

Sem pretender discutir a pertinência do que o Senhor D. José Policarpo afirmou, não posso deixar de lamentar a miserável cobertura que o jornal faz hoje das suas repercussões. Desconheço se foram os jornalistas, António Marujo e Alexandra Prado Coelho, que escolheram o título e o enquadramento, mas a verdade é que a edição de hoje do Público deveria ser utilizada, por todos aqueles que ensinam em escolas de jornalismo, como um exemplo do que não deve, nem pode, ser a informação.

Sem dispensar a leitura do jornal, faço aqui um resumo. Com uma chamada de atenção à 1.ª página, com uma fotografia de uma suposta católica com os seus 4 filhos, que ocupa quase meia página, podemos ler “Polémica Há católicas felizes com maridos muçulmanos”. Só por si, esta afirmação é patética. Tão absurda como a que assegurasse haver católicas infelicíssimas com maridos também eles católicos.    

Lá dentro, o Público gasta 3 páginas (as primeiras 3) com o assunto. No entanto, quando lemos a notícia, constatamos que o texto em nada corresponde com o título da 1.ª página.

Com efeito, dos 4 exemplos de casamentos entre alegadas católicas e muçulmanos, percebemos, afinal, que (i) uma delas, a da fotografia, para além de não ser casada, “não é praticamente de nenhuma religião, embora em sua casa se faça tudo para não chocar com as regras do islão”; (ii) os restantes 3 exemplos retratam casos em que as não muçulmanas, com o casamento ou depois dele, converteram-se ao islão.

Bem sei que, nos dias de hoje, as agendas de alguns jornalistas pressupõem um grau elevado de anticlericalismo (essencialmente de cariz católico), mas os excessos são de evitar para obviar ao ridículo. 

Nota adicional: os exemplos trazidos pelo Público não só não contradizem o afirmado pelo Cardeal Patriarca, como o confirmam. Se o jornal fosse sério, amanhã retractava-se.

kindergarten PP

Eu é que sou o melhor amigo do menino que é o dono da bola.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Orientação vocacional

Numa reportagem da RTP, uma avó descontente com a escolha profissional do neto – ser pastor – propunha-lhe que este optasse antes por ser acordeonista ou padre.
Como num caso é preciso talento e no outro vocação, eu, se fosse a ele, jogava pelo seguro.

Ouvi e divulgai

Certamente, as palavras do Senhor Patriarca de Lisboa irão provocar ruído. Aquele que os meios de comunicação social e os lóbis de ocasião quiserem. Mas não acho mal, sinceramente, que se comece a ouvir com atenção o que a Igreja Católica vai dizendo. Todos os dias.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O ónus da prova

No meio de tanto estudo sociológico e antropológico e comportamental, de género e de génera, há uma área que tem passado desapercebida aos estudiosos e que, acho eu, mereceria muito mais atenção. Ainda nenhum se debruçou sobre a atitude e pensamentos dos homens enquanto esperam por uma mulher nas imediações dos "provadores de roupa" das grandes superfícies comerciais da especialidade em época de saldos.
Tendo eu tido uma recente experiência de campo nesta matéria, na qual fui, simultaneamente, observador e objecto de estudo, atrevo-me a partilhar com os nossos leitores algumas das conclusões a que cheguei.
Colocados na incómoda circunstância de terem que aguardar pela outra pessoa enquanto esta desaparece e ressurge envergando vestimentas variadas num ambiente super-povoado de consumidoras gralhentas e hiperactivas, os diversos homens presentes evitam olhar-se e descobrem renovados factores de interesse nos expositores vizinhos, nos telemóveis ou nos próprios sapatos. Enquanto o fazem, exibem uma expressão facial entediada entrecortada por momentos de alegria e atenção de cada vez que a cortina do provador se abre.
Há dúvidas quanto ao verdadeiro motivo desta alteração de humor, havendo quem defenda que a mesma se fica a dever ao aspecto de quem reaparece e à súbita necessidade de opinar com um mínimo de propriedade sobre o traje exibido e quem, antes, sustente que o júbilo implica a esperança remota de que a sessão esteja para acabar. E nunca está.
Pelo contrário, a inclusão tardia de dezena e meia de peças de roupa na pilha de trapos sujeitos a análise, dos quais meia dúzia ou menos serão efectivamente adquiridos pela cliente conscienciosa, infunde no homem que a aguarda a certeza, mil vezes confirmada, de que o tempo de espera será mais longo do que o previsto.
Esta convicção é demonstrada por ligeiros sinais de delírio que, aqui e ali, afloram entre os espectadores expectantes. Há quem pragueje baixinho, quem gesticule disfarçadamente, quem entabule acaloradas negociações consigo mesmo em linguagens vernaculares. E tudo isto é feito respeitosamente, sem perturbar aquela que, lá dentro, desconhecedora da sandice alheia, reflecte impavidamente sobre as virtudes do azul-bebé e os deméritos do rosa-velho e que apenas verá um sorriso na boca do desequilibrado de cada vez que lhe apresentar roupagem diferente para aprovação ou reprovação. Note-se que esta sujeição ao escrutínio alheio é meramente ritual e em nada influi na decisão final e pessoalíssima de aquisição ou não dos produtos.
Mas não se diga que tudo é sofrimento ou tédio. Os veteranos desta modalidade ensaiam já algumas actividades lúdicas como o “jogo das correspondências” - tentar descobrir quem espera por quem – ou a dificílima mímica (porque executada apenas com movimentos de olhos, sobrancelhas e nariz) intitulada “isso não te fica nada bem” dedicada àquela por quem se pena ou, em momentos de maior à-vontade, às restantes ocupantes dos pedantemente designados “gabinetes de prova” sequiosas por um olhar mais isento que o do respectivo acompanhante, já vencido pela dureza do processo.
Por muito que provem as que provam, a prova a sério faz-se cá fora.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Grandes referências políticas da Cultura POP - 2

Os subscritores do documento que apontava James Cameron como uma das grandes referências da direita alteraram-no de modo a que esta passasse a referir-se a David Cameron...
É evidente que esta alteração conservadora lhe retira boa parte do encanto e do potencial de ruptura que parecia augurar. Mais uma oportunidade perdida para refundar a direita portuguesa.
Poderiam ter aproveitado a revisão do documento para corrigir o nome de Margaret Thatcher e, de caminho, explicar por que motivo não a consideram europeia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

IPA


Ousar ousar

Com a visão estratégica que se lhe reconhece e com a sagacidade política que o caracteriza, António Carlos Monteiro ousou ousar. E isso é, para começar, um imenso contributo para o são debate de ideias.
Mudar de protagonistas talvez não seja necessário, como o seu próprio desapego reconhece, por haver a convicção de serem eles óptimos. Jamais a política portuguesa (e, mais modestamente, o nosso cantinho doutrinário) poderia dispensar vultos de insuperável cultura política. Fiquem portanto os protagonistas, para júbilo de todos nós e do anedotário luso. Mas se nas pessoas, e nos cargos que ocupam, manda a prudência, e a conveniência, que se não toque, já os valores carecem de integral substituição. E com ela, as nossas referências. James Cameron, como é óbvio, não pode deixar ninguém indiferente. Considerado um dos melhores cineastas a trabalhar com efeitos especiais, dirigiu clássicos da Ficção Científica como Terminator 2: Judgement Day (O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final) e Aliens (Aliens - O Resgate). São muitas as obras em que mergulha a reflexão política da Distrital de Lisboa do CDS e do seu presidente mas nenhuma outra se compara a Titanic.

Grandes referências políticas da Cultura POP

Separados à nascença

Nikolas Sarkozy James Cameron

in Afirmar a Direita, pág. 1

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

MISTÉRIO DA JUSTIÇA
A Lei 64-A/2008, de 31 de Dezembro, que aprovou o Orçamento de Estado para 2009, veio discretamente introduzir mais alterações (entre elas, novamente a data da sua entrada em vigor, que estava prevista para 5 de Janeiro de 2009 e já tinha estado marcada para 1 de Setembro de 2008) ao DL 34/2008, de 26.02 (que aprovou o Regulamento das Custas Judiciais), já entretanto alterado pela Lei 43/2008, de 27 de Agosto, e pelo Decreto-Lei 181/2008, de 28 de Agosto.

Perante este desgoverno do Ministério da Justiça, palavras para quê? Certamente ainda irão acusar os magistrados ou os advogados desta baralhação legislativa...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009