sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

maioria absoluta

"Nos próximos dois anos, as obras públicas cujo valor não exceda os 5,15 milhões de euros podem ser atribuídas a uma empresa ou consórcio de empresas por ajuste directo, aprovou hoje o Conselho de Ministros" (Público)

a culpa é da crise internacional

"A carga fiscal dos portugueses aumentou em 2007 pelo terceiro ano consecutivo, encontrando-se em máximos de pelo menos 13 anos, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados." (Público)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Israel

O Mundo indigna-se com a resposta israelita aos rockets do Hamas. A expressão que mais tenho lido e ouvido é desproporcionalidade. Os conflitos armados não me suscitam particular excitação, antes pelo contrário, mas não consigo deixar de perguntar: qual a resposta adequada e, por conseguinte, proporcional, a isto?

vitupério

Só pode ser piada (de muito mau gosto).

Tens razão, Adolfo...

... é extraordinário o critério editorial de boa parte dos meios de comunicação social. Já ontem aqui chamei a atenção para isso. Mas enfm, apesar de tudo lá se dá, em rodapé, uma noticiazinha sobre o que ontem aconteceu, com destaque não superior ao que é dado ao rumor de que a Teresa Caeiro está na calha para a CML.

Cavaquices e lealdades institucionais

Começo por uma declaração de interesses. Não votei no Prof. Cavaco para presidente da república e continuo a achar que um (eventualmente) bom primeiro ministro não é (necessariamente) um bom chefe de Estado. E em meu entender o Prof. Cavaco não é um bom chefe de Estado. Faz-me confusão que o chefe de Estado não saiba História, por exemplo. Mas isso sou eu, que cultivo interesses revestidos de total irrelevância, pelo simples prazer que me dão. Onanismos intelectuais, portanto, que pouco ou nada interessam à república. Mas entristece-me ver o Estado chefiado por uma espécie de manequim de uma montra da Rua dos Fanqueiros. Com coluna indiscutivelmente direita, de antes quebrar que torcer, mas pouco mais do que isso. O Dr. Soares, um "pilantra político", tinha, apesar dos muitos pesares, outra dimensão. Outra cultura. E o hábito de não gostar particularmente de números. E o de não saber fazer contas. Como, aliás, o Eng. Guterres. Também por isso, ambos foram péssimos chefes de governo, ainda que tivessem perfil para a chefia do Estado.
O Prof. Cavaco tem imprimido à presidência um estilo que reputo de lamentável. Não tanto pelos pertinentes vetos mas por um punhado de inusitadas promulgações, algumas condicionais ou com reservas. Acho deplorável que o presidente aponha a sua assinatura num diploma, fazendo-o acompanhar de uma notinha explicativa da sua oposição. A oposição política aos projectos ou propostas legislativas chama-se veto político. E o presidente pode vetar politicamente, no uso das suas prerrogativas constitucionais. E pode enviar os diplomas para o Tribunal Constitucional se tiver dúvidas sobre a sua conformidade com a Lei Fundamental. É o que se chama veto jurídico.
Admito que o presidente queira fazer, e que faça, uso parcimonioso do direito de veto, por não ser ele o condutor dos negócios do Estado. Mas se entende não vetar, política ou juridicamente, um determinado diploma, que ladre no recato dos contactos que deve manter com o legislador, mas que se cale publicamente. Fazendo o contrário, mostra uma censurável falta de lealdade institucional. A primeira deslealdade teve um dono. E não foi o Sr. Pinto de Sousa.
.
Nota de actualização: foi removida uma gralha para a qual leitor atento me chamou a atenção.

ler os outros

"O que pode Israel fazer? Sentar-se à mesa e dialogar com quem apenas quer a sua destruição? E dialogar sobre quê? Sobre as modalidades da sua autodestruição?" (Esther Mucznik)

muito aconselhável (na íntegra)

"Além de lorpa, a Assembleia da República está povoada por juristas que devem tirado o curso em fascículos da Farinha Amparo. E apenas acolhe uma imensa massa bovino-obediente que responde a impulsos que lhe chegam por telemóvel ou através de ordens perpetradas na secção do partido. Entristece-me, pois, ver pessoas minimamente qualificadas como António Filipe ou Paulo Rangel a fazerem a figura que têm vindo a fazer a propósito de uma lei ordinária inconstitucional. De Canas, do PS, nem vale a pena falar. Não se comenta a miserável "voz do dono". Dito isto, talvez Cavaco tenha finalmente percebido o tipo de gente com quem tem de conviver institucionalmente. Deu sinais disso. Do Bloco ao PP, passando pela pusilanimidade do seu antigo partido, todos se comportaram vergonhosamente na questão dos Açores. "Absurdos" é pouco. Daqui para diante Cavaco deve-lhes o mesmo respeito que eles manifestaram pelo Chefe de Estado. Ou seja, nenhum. A lealdade aprende-se com os cães e jamais com os homens, sobretudo com homens "feitos" nos vãos de escada dos partidos. Esses, como disse um dia Mitterrand de parecidos doutra profissão, são mais de atirar a honra aos cães como quem lhes atira um osso. Cavaco não precisa dissolver a inutilidade conhecida por "casa da democracia" por causa disto. Seria manifesto disparate. Não. Basta-lhe assistir à lenta dissolução deste simulacro de democracia entregue a uma mão cheia de idiotas úteis. A lealdade, a verdadeira, é fantasticamente cruel. E como outra coisa, deve servir-se gelada." (João Gonçalves)

mau gosto (para mais, vindo de um "perito" em descolonizações)

"Israel ao ameaçar invadir o território palestiniano de Gaza, a meses das próximas eleições, depois de o ter feito com o Líbano, há um ano, com péssimos resultados, está numa fuga para a frente e numa escalada de violência, que a pode levar ao abismo: ao desaparecimento, a prazo, como Estado. Atenção! Quem avisa seu amigo é..." (Mário Soares)

desleal (por oposição ao que é leal):

adj. Que não tem lealdade; traidor, pérfido, infiel.

"absolutamente impecável"

"O Presidente da República anunciou esta noite numa declaração ao país que promulgou hoje o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, documento que tinha vetado, apesar de considerar que este abre um “precedente muito grave”, “abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República”. Para Cavaco Silva a qualidade da democracia ficou irremediavelmente afectada, apesar de tudo ter tentado para que os “interesses partidários” não se sobrepusessem aos nacionais.
Cavaco Silva lamentou que não tenham sido “acolhidas pela maioria dos deputados as duas objecções” por si suscitadas sobre os artigos 114º e 140º e questionou se "será leal ou não que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República uma redução dos poderes que a Constituição lhe confere"." (Público)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dalai Lima Hoje na Rádio

O Dalai Lima tem o prazer de informar que hoje, amanhã, quinta e sexta, no Rádio Clube Português, 104.3, mais ou menos entre as 21:30 e as 22:00, ou as 22:00 e as 21:30 para quem circular em sentido oposto, tornará públicas as suas previsões para 2008 e analisará as ocorrências de 2009, com a sageza que quase todos são unânimes em lhe reconhecer. De qualquer modo, à mesma hora, a RTP 1 passa o concurso do Malato, a RTP 2 a extracção da Lotaria Clássica e do Loto 2, a SIC um documentário sobre gatos selvagens, e a TVI a novela Flor do Mar, por isso, dai-vos por felizes por o Dalai vos poupar aos serões deprimentes do costume. E não, antes que perguntem, o Governo ainda não autorizou a emissão do «Ao Fim do Dia» do Alexandre Honrado fora da região Lisboa & Sul porque o famoso radialista deu a entender que preferia Platão a Sócrates, mas podem sempre ouvir na Internet, como acontece religiosamente todas as noites em Nhaca-Nhaca, Moçambique.
Até logo, na certeza porém de que quem não ouvir hoje amanhã será excluído das conversas dos colegas de jardim-escola.

A Família

A Igreja Católica celebrou ontem a festa da Sagrada Família. É evidente que esta celebração mobiliza primeiramente o universo católico. Contudo, a festa da Família ganha particular importância à luz das últimas declarações do Papa a este respeito e da polémica que os meios de comunicação social e os lóbis do costume em torno delas entenderam empreender e amplificar. Sobre este assunto, já o João Gonçalves, e bem, se pronunciou. O Público do dia 24 de Dezembro, com destaque, dedica-se a essa polémica, com o mérito de apresentar a tradução da parte relevante do discurso do Santo Padre e as opiniões do Pe. Peter Stilwell e de Desidério Murcho.


Note-se que o Papa não se refere, nem por uma vez, à homossexualidade ou aos homossexuais. Bento XVI limita-se a explicitar uma evidência: a de que é dever indeclinável da Igreja e dos Cristãos defender a Criação. Toda a Criação e não apenas parte dela. E a Família, neste sentido, é criatura de Deus. Tanto assim que o Verbo se fez carne, em Família. O mistério da encarnação é uma prova irredutível do amor de Deus pelo Homem. Ao invés de uma revelação épica, que a sua natureza messiância autorizava, Deus quis fazer-se homem, assumindo essa humanidade na íntegra. E em família. É no quadro desta espantosa Revelação que a Família se reveste de um carácter sagrado e, nessa medida, indisponível.


Claro que o sagrado não tem necessariamente de assumir forma de lei. De lei civil, entenda-se. Mas também não deverá o legislador civil, sempre, presumivelmente, com a melhor das intenções, empenhar-se em dispor da natureza, do que resulta da natureza das coisas, para moldá-la a seu contento ou ao seu capricho mutável. A natureza não está na disponibilidade do legislador e, nessa medida, também a Família não está. Dizer isto, porém, não significa, como tenho dito, que não possam ser justíssimas algumas das observações de quem defende uma remodelação do conceito de família, daquilo a que as vanguardas chamam "família moderna", por oposição à denominada "família tradicional". Ora, aqui, os adjectivos mais do que qualificarem, descaracterizam. Desvirtuam. Não há tradição ou modernidade no que à Família diz respeito. Há Família. Sem mais. E a Família é o que é. Não o que o legislador civil, a reboque de inconfessados interesses, pretenderá fixar.


Mas repito: há seguramente situações gritantes (e não apenas em relação aos homossexuais) que carecem de intervenção legislativa. E urgente. Contudo, essa intervenção deve ser orientada no sentido de debelar essas situações e não no de modelar um conceito natural, anterior ao próprio legislador. Como sublinha o Pe. Peter Stilwell, "defender que é necessário salvaguardar a ecologia humana é lembrar como é perigosa a ideia de que nos podemos libertar não só do Criador, como da ordem natural". A isto pode opor-se, como faz enviesadamente Desidério Murcho, uma linha argumentativa rasteira e que se furta, e talvez se perceba porquê, ao essencial: "Era o que faltava uma pessoa, só por usar saias, ou por ser Papa, não poder dizer tolices. Não é de esperar grande sensatez em adultos que acreditam que depois de uns gestos mágicos um copo de vinho se transforma em sangue".

Emplastros

Os que vivem o jornalismo por dentro são os que melhor se apercebem das tácticas de que ele vive. Dos interesses que alimenta. Dos protagonistas que, por mais ou menos obscuras razões, leva ao colo. Emídio Rangel é uma dessas pessoas. E não apenas vive o jornalismo por dentro. Respira-o como poucos. Emídio Rangel reconhece em Paulo Portas, por exemplo, as mesmas inteligência e habilidade que caracterizam um burlão. Dos bons. Esta opinião não passa disso mesmo. De uma opinião, ainda que alicerçada num punhado de factos que fazem do caminho de Paulo Portas aquilo a que Rangel chama "pseudojornalismo" e "pseudopolítica". De mais uma opinião a somar-se a outras que vão nesse mesmo sentido.
O mais impressivo do artigo, porém, é a incompreensão das razões que levam os directores de televisão a darem tempo de antena a emplastros. A quaisquer emplastros. E foi pena o Emídio Rangel não ter assinalado outros, tão bons ou melhores, como o beato Louçã. As razões para isto também as não conheço, mas uma coisa é certa: todos ficaríamos mais bem entregues se os ditos directores soubessem distinguir o trigo do joio. E se não vivessem das audiências, já agora.

agenda

Ao que parece, terminadas que foram as tréguas, de forma unilateral, por iniciativa do Hamas, divertiram-se estes rapazes na passada semana a enviar para território israelita umas centenas de rockets. A generalidade da nossa imprensa, no uso da independência que a caracteriza, fingiu que não era nada com ela e omitiu o facto. Israel decidiu agora responder e, passados 2 dias, o Médio Oriente voltou às capas dos jornais, que não se coibem de dar eco aos números de mortos e feridos apresentados por fontes ligadas ao Hamas. É a cobertura ideal de que alguns comentadores necessitam para justificar o apoio que, de forma desenvergonhada, insistem em dar a uma organização terrorista. Que os segundos, assumidamente parciais, vão cumprindo a sua agenda é lá com eles (estamos aqui para o combate). O que já não se pode aceitar é que os jornais e demais órgãos de comunicação social, aparentemente imparciais, assumam de forma despudorada a simpatia por um dos lados da barricada. Afinal, para que é que serve a ERC?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Santo Natal

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projectando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus connosco. E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogénito; e pôs-lhe por nome Jesus." (Mateus 1, 18 ss.)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

depois de ter visto um porco a andar de bicicleta, já nada me surpreende...

“Independentemente de se discutir se foi deliberado ou não, se foi intencional ou não, não tenho dúvidas em relação ao que vi no jogo, que é com a mão que ele inverte o sentido da trajectória da bola e a coloca nos pés do seu colega” (árbitro Pedro Henriques, que apitou ontem o Benfica / Nacional)

Outra vez a minha veia jugular...que maçada!

Ó criaturas de Deus (sim, vós também o sois):
Enquanto ouvem os avisos do Papa sobre a vossa (não) capacidade de procriação e em como isso, no limite e se fossemos todos homossexuais e fiéis no casamento (homossexual, leia-se), acabaria com a raça humana em três tempos, não haveis reparado num tema mesmo à vossa medida: então não é que o canal público da televisão portuguesa vai transmitir, em directo do Vaticano, a missa do galo, a missa Papal?
Insurjam-se! Sejam coerentes, vá lá, soltem a língua!!!

Complexo de Édipo negativo

O problema não é, evidentemente, do Papa, quando se dirige aos católicos. O problema é de criaturas como esta, que, do alto da sua arrogância intelectual, revelam os seus complexos, exibindo toda a sua intolerância perante quem não pensa como elas. Não deixa de ser irónico, vindo de quem, durante anos - até perceber que o argumento era, na realidade, um não argumento -, se passeou em paradas e outras manifestações igualmente afirmativas onde a palavra de ordem era o direito à diferença. No tempo em que vivemos, resta-me desejar-lhes um Santo Natal, livre de quaisquer preconceitos.

ler os outros

"Ao arrepio do berreiro que imediatamente se levantou, as declarações de Bento XVI onde se reafirma a posição da Igreja contra o casamento homossexual – aliás, contra os actos homossexuais, o que é ainda mais radical – são lógicas. Estranho seria que a Igreja não definisse com esta clareza o território que ocupa. E, quando muito, devíamos era aplaudir – todos, heteros e homos – o desempoeiramento papal de aproveitar a quadra natalícia para deixar os moralistas anti-católicos à beira da síncope politicamente correcta.

Deus, segundo os católicos, não gosta de homossexuais sexualmente satisfeitos. Que têm os não-católicos a ver com isso? Se os não-católicos não admitem aos católicos que se metam nas suas vidas, porque caralho andam sempre a tentar meter-se nas vidas dos católicos? É que já farta de tanto complexo de inferioridade perante uma Igreja que está reduzida a ser museu folclórico e garante dos feriados religiosos que nenhum ateu quer perder." (Valupi)

Bora Fugir com o Natal


Ainda sou do tempo em que o Natal tinha a ver com o Menino Jesus. Depois, os americanos aperceberam-se de que ninguém tinha registado o ® e abarbataram-se com essa fabulosa oportunidade de negócio. Para todo o sempre.

Ou não.

Ainda podemos roubar o Natal. Ladrão que rouba a ladrão. Toda a gente à espera que ele chegue a 25, e nada. Para o ano, valor comercial por aí abaixo. O Natal vai passar a valer, na melhor das hipóteses, 1,37 Dias dos Namorados ou 1,54 Halloweens.
Para nós, pelo contrário, os simples que continuamos a acreditar no Menino Jesus, não haverá problema – afinal, nós é que pusemos o Menino a nascer a 25 de Dezembro, só para lixar o Solstício aos pagãos. Depois de raptarmos o Natal, levá-lo-emos para qualquer outro dia do ano, menos 24 e 25 do corrente – um dia diferente todos os anos, para os americanos não o encontrarem. E, claro, não haverá prendas, só espontâneas, e angústias, só momentâneas. As dores dos filhos de divorciados, e as de seus pais, tão agudas nessa noite que devia ser só de paz, ficarão apenas crónicas, posto que incuráveis. Ateus e agnósticos deverão ser deixados em paz. E não haverá mais festas de empresa nem Natais dos Hospitais.
O Menino Jesus, que de qualquer modo já foi de novo chutado das hospedarias em favor do Pai Natal, um velhinho simpático mas roído de Alzheimer que se julga S. Nicolau, pode voltar a nascer em paz, em palhas deitado, em palhas estendido, filho duma rosa, dum cravo nascido. E todos nós, os épicos sobreviventes das quadras festivas, poderemos juntar-nos aos pastores sem eira nem beira como nós, e regozijarmo-nos com esta grande alegria, que o será para todo o povo.
Não é tão difícil como parece. Basta seguir a estrela.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"absolutamente impecável"

«É uma honra para nós servir Portugal, trabalhando com Vossa Excelência», foi a resposta de José Sócrates a Cavaco Silva.

Esta foi uma das mais curtas mensagens de Natal do primeiro-ministro para o Presidente da República. - TSF


É impressão minha ou Portugal foi acometido de uma fúria devoradora nos últimos dias? Entre jantares com amigos de longa data com quem não se está desde data quase tão longa, "almoços do escritório" em que o que verdadeiramente se celebra é o facto de se ir passar uns dias livre daquelas pessoas e ceias com as mais amplas e desvairadas justificações, o país inteiro parece fazer pouca coisa para além de dar à mandíbula; engolindo, triturando e deglutindo em doses pantagruélicas iguarias tais que tornam diabético quem nelas depositar o olhar mais do que cinco segundos.
Pesadelo de qualquer nutricionista, a nós, a bucólica imagem do Menino na manjedoura dá-nos para ruminar! Desde que se vê a primeira iluminação de Natal até à última fatia de bolo-rei por volta de sete ou oito de Janeiro, mesmo os mais espartanos e frugais dizem que “um dia não são dias” todos os dias. Nem a vaca e o burro que S. Francisco colocou nas imediações da Sagrada Família desde o século XIII enfardam tanto como nós.
O alka seltzer já fez menos sentido como presente de Natal.

A minha veia jugular

Não percebo por que é que o dia 25 de Dezembro é feriado. Como não entendo a 6ª feira Santa, nem o dia 15 de Agosto, nem o 8 de Dezembro, nem qualquer feriado religioso, posto que são alusivos a datas de referência na religião católica. Acho uma tremenda desigualdade e discriminação para com os crentes das demais religiões.

(deve estar para sair um post sobre este tema no sítio do costume. Intelectualmente muito mais profundo, como é seu timbre. Vá lá, sejam coerentes e soltem a língua!)

pacta sunt servanda

"O presidente do Conselho Nacional democrata-cristão criticou ainda a decisão do deputado José Paulo Carvalho de se manter no Parlamento apesar de se ter desfiliado do CDS-PP em divergência com a direcção. "Desconfio sempre daquelas pessoas que passam o tempo com discursos fundamentalistas e de suposta superioridade moral porque depois são as primeiras a falhar", criticou, frisando que "não é uma questão de legalidade, é de princípio" uma vez que foi José Paulo Carvalho que decidiu sair." (Ironia das ironias. O Autor destas declarações foi Pires de Lima, deputado eleito pelo Porto, que foi substituído por José Paulo Carvalho no Parlamento, de forma a poder ser administrador de uma conhecida empresa de bebidas)

20.01.09

Cada vez gosto mais do Obama.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

saldos de inverno

1 year ago RBS paid $100bn for ABN Amro.

For this amount it could now buy:

Citibank $22.5bn

I'll let you guess the firm... $10.5bn

Goldman Sachs $21bn

Merrill Lynch $12.3bn

Deutsche Bank $13bn

Barclays $12.7bn

And still have $8bn change......which you would be able to pick up GM,

Ford, Chrysler and the Honda F1 Team.

(recebido por e-mail)